Sonda Ativa Detectora de RF
Eu construí a sonda com um cabo coaxial e uma ponta de prova de multímetro. Um cano de antena de TV conectado na malha do cabo para isolamento.

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Sonda Ativa Detectora de RF

Eu consegui o esquema deste receptor regenerativo na internet. Ele foi desenvolvido pela T-Kit em 2012 com o nome de Ten-Tec 1253 e era vendido como kit de montagem. Constava de 9 faixas e tinha um seletor de bandas digital usando um 4017 e um botão que ia selecionando as bandas em sequência.
Os Radios regenerativos são muito práticos e dominaram a década de 1920. São fáceis de construir e tem boa sensibilidade, mas apresentam uma série de deficiências: Instabilidade, sensibilidade excessiva, dificuldade em separar estações próximas (seletividade) e de produzir sons estranhos. No entanto, a simplicidade do circuito regenerativo permanecia atraente para experimentadores e iniciantes.
A título de curiosidade, a principal diferença entre receptores regenerativos e super-regenerativos está na forma de como utilizam o ganho. O regenerativo usa feedback positivo para amplificar sinais, exigindo ajuste manual próximo à oscilação. O super-regenerativo utiliza uma "frequência" de apagamento (quench frequency) para forçar o circuito a oscilar e parar repetidamente, permitindo maior ganho com menos estabilidade.
Em 1930 foi desenvolvido o receptor super-heteródino que corrigiu todos estes problemas do regenerativos e se tornou o padrão do radio moderno.
Explicação do processo de regeneração:
Simplificando, um "detector" converte a energia de rádio de uma antena em energia de áudio, ou seja, um som que você pode ouvir. Um detector pode ser tão simples quanto um diodo de cristal, que é o coração do simples "rádio de cristal". . (Esse processo de detecção também é chamado de demodulação.)
Por si só, um detector pode interpretar ou demodular apenas sinais muito fortes, como uma estação de rádio AM próxima. No entanto, o processo de regeneração pode tornar um detector simples muito mais sensível, transformando-o em um "amplificador oscilante".
O circuito de regeneração realimenta repetidamente o sinal detectado de volta à entrada, o que aumenta sua intensidade centenas de vezes. Esse processo de realimentação deve ser cuidadosamente ajustado, o que é a função importante do controle de regeneração.
Funcionamento desta montagem:
Este receptor consiste em um amplificador de RF (Q1), um detector/oscilador "regenerativo" (Q2, Q3), um pré-amplificador (Q4) e um amplificador de áudio (U2). O regulador de tensão (U1) fornece 8V estável para todos os circuitos, exceto para Q4 e U2. O transistor Q5 fornece regulação de tensão adicional para o circuito de sintonia D1 e para o circuito detector/oscilador. A comutação de banda é realizada por uma chave de 1 polo e 6 posições, que seleciona uma das 6 bobinas de seleção de banda (60, 49, 40, 31, 25 e 19 metros). A saída resultante de Q3 é um sinal de áudio de baixo nível que é amplificado por Q4 e entregue ao amplificador de áudio U2.
P1 ajusta o nível do sinal de RF da antena e deve ser posicionado conforme a antena que está sendo usada. Com uma antena pequena ele deve ser posicionado para o máximo, já com uma antena externa longa, ele deve ajustado para uma melhor recepção. O detector regenerativo é extremamente sensível e pode ser sobrecarregado por sinais fortes a ponto de o controle de ganho de RF se comportar mais como um controle de regeneração ou sintonia. Uma boa prática é girar P1 de volta ao ponto que ele pare de alterar a frequência de recepção.
Controle de Regeneração (P2)
Em Teoria, o controle de Regeneração do seu receptor ajusta o nível de feedback ou auto-oscilação da seção detectora (Q2). Com o controle totalmente para a esquerda, o receptor fica praticamente silencioso. A "regeneração" começa em um determinado ponto ao girar o controle no sentido horário. O ponto exato varia não apenas de banda para banda, mas também ao sintonizar dentro da mesma banda . A regeneração começa com um aumento audível no ruído de fundo, seguido por um chiado suave. O chiado, ou quaisquer sinais que possam estar na frequência desejada, aumenta à medida que você continua girando no sentido horário. Se você exagerar, o sinal fica distorcido e o receptor começa a oscilar, gerando apitos. Use sempre a quantidade mínima de regeneração para uma boa recepção. O melhor ajuste do controle de regeneração para um sinal AM é um pouco antes da regeneração (oscilação), para ouvir CW, ajuste a regeneração um pouco mais e aparecerá o tom do CW e o mesmo acontecerá com a voz em SSB.
Ajuste da regeneração (P3)
Este potenciômetro seta o ponto certo do controle de regeneração. Para o ajuste, coloque o controle de regeneração (P2) na posição central e coloque P5 (trimpot) todo para a esquerda. Ajuste P5 devagar para a direita até aumentar o chiado ou começar apitos indicando inicio da regeneração.
Detalhes da instalação:
Instale a chave de onda mais perto possível das bobinas e coloque os fios diretos sem cruzar com os outros para evitar interferência entre as bobinas (conforme foto acima).
A alimentação deve ser de 12Vdc máxima. Eu usei três baterias de lítio de 3,7V.
As frequências de recepção podem ser alteradas facilmente, calculando a bobina para a recepção desejada e para isso, baixe o programa "Coil64" gratuito. Os capacitores em paralelo com as bobinas (C17, C19 e etc), ajustam a frequência correta. Por exemplo: se o calculo deu uma bobina de 12uH, você pode usar uma de 10uH e colocar um capacitor de alguns pFs em paralelo para ajustar a banda requerida.
Eu montei o radio e fiquei muito satisfeito. Funcionou muito bem, com boa sensibilidade e estabilidade. Vale a pena!
Em um amplificador ideal, o sinal de saída deve ser uma cópia ampliada do sinal de entrada. No entanto, na prática, circuitos eletrônicos alteram a forma de onda do sinal, ou seja, eles distorcem a informação recebida. Existem diferentes formas de distorção, porém a principal delas é a distorção provocada pela não linearidade dos amplificadores, ou seja, uma relação de ganho entre entrada e saída que não é constante em todas as condições.
A falta de linearidade do amplificador introduz no espectro do sinal componentes harmônicas, ou seja, sinais cuja frequência são múltiplos inteiros do sinal de teste. Chamamos isso de distorção harmônica. A THD, ou Taxa de Distorção Harmônica Total, buscar medir essa distorção avaliando a energia dos harmônicos contra a energia do sinal fundamental (de teste). Quanto menor esse parâmetro, melhor a qualidade do amplificador.
Neste projeto foi usado um oscilador ponte de wien, devido a baixa taxa de distorção, um filtro Notch e um multímetro AC. O oscilador é constituido pelo CI - IC-1, funcionando em 1Khz com uma pequena variação dada pelos potenciômetro P1. (faixa de 610 a 1280 Hz). A saída é ajustada em 500mv rms por P4.
O filtro Notch é construído usando o CI TL072 (IC-4) e dá uma rejeição de 60dB em 950Hz. O medidor AC foi desenvolvido usando um TL081 (poderia ser um TL071) com controle de offset.
Neste projeto experimental foi medido inicialmente o sinal com uma montagem de um medidor de AC até 100Khz em um miliamperímetro. Mas o erro foi grande devido ao fato que a onda não é senoidal perfeita e portanto, a leitura rms apresentava erros. Para corrigir isso, foi necessário que a medida fosse feita por um multimetro True RMS.


Quando uma bateria é carregada somente até atingir a tensão de 14,4V, ela recebe uma carga de somente 70% do total. Os 30% restantes são completados por uma carga lenta de pico. Existem 3 estágios para uma carga boa que são: Fase 1 = Corrente constante, Fase 2 = Carga de pico e Fase 3 = Carga em flutuação. Este carregador que estou postando aqui executa estes 3 estágios. Ele é alimentado por uma fonte de 19 volts de um carregador de Notebook
Curva de Carga de Bateria de chumbo-ácido
Este circuito usa um LM350 para controlar a tensão e corrente, e um LM358 para fazer o controle de carga. O regulador trabalha com a configuração usual de fonte de tensão ajustável e o Ampop como comparador de tensão. O transistor Q1 faz parte do circuito que vai controlar a corrente e a tensão de carga na saída para a bateria. A tensão máxima na saída do regulador será de 14,4V mais a queda em D1. Como D2 esta curto circuitado pelo contato do relé, ele não interfere na fase 1.
Fase 1: Quando a bateria está bem descarregada, ela drena uma quantidade maior de corrente do regulador e esta corrente precisa ser controlada no valor máximo de 0,1C, ou seja, um décimo da capacidade da bateria. Por exemplo, uma bateria de 7 A/H teria uma corrente de carga de 700mA. Quando em carga, a corrente que atravessa a bateria e o resistor R4 desenvolve uma queda de tensão neste resistor e quando esta tensão atinge 0,65V, o transistor Q1 começa a conduzir forçando a queda de tensão na saída do regulador. Esta queda é proporcional a corrente de carga da bateria, ou seja, ela mantém a corrente constante na bateria. O trimpot P1 ajusta a tensão na saída do regulador (Vcarga) e R4 regula a corrente máxima de carga da bateria (Icarga). Este resistor é calculado pela fórmula R=0,65/Icarga. Exemplo: Resistor de 1 ohms para Icarga de 0,7A ou 0,68 para de 1A. O diodo D1 é usado para evitar que a tensão da bateria force uma corrente em cima do LM350 quando a tensão de entrada no circuito seja desligada. Este circuito pode ser usado para carregar uma bateria com capacidade de 10 A/H, basta usar o regulador LM350 e o resistor de 0,68 ohm em R4 que agora vai regular a corrente em 1A.
Fase 2: A medida que a bateria vai sendo carregada, a tensão na mesma vai subindo e a corrente drenada vai diminuindo até que a tensão atinja os 14,4 volts. Daí em diante a tensão de carga permanece fixa porque o transistor Q1 não atua mais. Esta corrente Icarga vai diminuindo e sendo comparada com a tensão de referência fornecida por R8, P2 e D3 no pino 6. Enquanto ela for maior que a referência, o pino 7 vai permanecer em nível alto, ligando o Led 2 "Carga" e mantém o relé desligado. O diodo zener D4 se faz necessário devido a que o LM358, quando em nível alto, sua saída fica 1,5 V menor que a tensão de alimentação e esta diferença acionaria o transistor Q2.
Esta fase 2 dura muito tempo, conforme o gráfico acima. A corrente mínima que provoca o corte da carga (Icorte) é 3% da capacidade da bateria e no caso de uma bateria de 7 A/H seria de 210 mA. Atingindo um valor menor que Vcorte, o comparador leva a saída para zero volts e liga o relé. O contato NF abre e insere o diodo D2 no circuito, provocando uma queda na tensão de saída de 0,7 volts na tensão de carga.
Fase 3: Com a diminuição da tensão de carga para 13,7 volts, coloca a bateria na condição de flutuação fornecendo uma tensão constante e uma carga de reposição. O contato do relé NA agora liga o Led 1 indicando início da flutuação.
GERADOR DE PULSOS
Este artigo descreve o funcionameto do Detector de Metais PI-Russo, um dos mais usados pela facilidade de construção e de grande imunidade a interferências. A desvantagem deste tipo de detector é o fato dele não discriminar o tipo de metal detectado. O gerador de pulso é típico em todos circuitos deste detector, ou seja, tem a função de gerar um pulso de alta potência na bobina rastreadora.
Uma bobina rastreadora deve ter uma indutância em torno de 350 a 450 uH e +/- 2 ohm de resistência dos fios. Uma bobina de 250 mm de diâmetro deve ter 22 espiras de fio 0,40 mm de diâmetro, uma resistência de 2,3 ohms e 380 uH de indutância. No final deste artigo vou deixar uma tabela de bobinas para vários diâmetros e formatos.
Gerador de pulsos
O gerador de pulsos utiliza um 555 como oscilador astável, gerando uma frequência entre 90 e 120 Hz e um pulso negativo com largura de 4% do período total. Para que este pulso possa chavear o mosfet que necessita de um pulso positivo, é usado o transistor T1 que faz a inversão. Os resistores R4 e R5 dividem este pulso, fornecendo uma tensão segura no gate do mosfet.
O pulso faz o mosfet saturar e carrega a bobina com uma corrente alta, limitada pela resistência da bobina. Esta corrente será alta, sendo dada pela tensão de alimentação dividida pela resistência da bobina, da resistência dos fios e a resistência de saturação do mosfet. Quando o mosfet abre o circuito, gera um pico de tensão enorme (Fcem), com mais de 900V. O resistor R6 colocado em paralelo com a bobina, reduz esta tensão para uns 300V. O mosfet escolhido deve ter uma tensão VDS bem maior para não queimar e também suportar uma corrente de pico de pelo menos uns 3,5 A.
Este pulso gera uma campo magnético que entra na terra e quando encontra uma metal, sofre uma deformação e retorna para a bobina. Como a tensão da bobina é muita alta para trabalhar com circuitos integrados, ela é reduzida pelo resistor R7 e os dois diodos em anti-paralelo D1 e D2. Este sinal grampeado é enviado para o ccto de tratamento do sinal pelo capacitor C5.
TRATAMENTO DO SINAL DE RETORNO
Tratamento do sinal de retorno capturado
Este sinal é amplificado pelo IC-2, passa pelos potenciômetros de ajustes e entram em IC-2 que funciona como um comparador. O capacitor C7 tem uma função importante no circuito, ele descarrega mais quando na proximidade com um metal e com isso, diminui a distância entre as tensão de comparação, causando o alargamento do pulso de saída. Ou seja, quanto mais próximo de um metal, mais largo será o pulso na saída e portanto, será ouvido mais clicks que são enviados ao alto falante. Na versão original deste detector você ouvira mais ou menos clicks no alto falante.
Nesta versão coloquei outro 555 (IC-3) funcionando como oscilador de áudio, cuja frequência pode variar de alguns hertz até uns 2.5 khz. A frequência é determinada pelos resistores R18, R19 e o transistor do opto-acoplador. Quando a bobina rastreadora está longe de algum metal, não vai aparecer pulsos na saída do comparador e o opto não será polarizado, portanto o oscilador não funciona. A medida que a bobina rastreadora se aproxima de um metal, os pulsos na saída do comparador vão alargando e o diodo do opto vai receber mais corrente, aumentando o acoplamento e diminuindo a resistência do seu transistor de saída. Isso aumenta a frequência do oscilador.
A fórmula da frequência do oscilador astável é F= [1,45 / (12k + Ropto + 2 x 27k) x 10nF]. Como se pode ver, o resistor do opto tem grande influencia na frequência. Quando o transistor do opto saturar, será atingido o maior valor de oscilação, por volta de 2.5 khz. Resumindo, quanto mais próximo de um metal a bobina rastreadora estiver, maior será a frequência de áudio no alto falante.
Alguns dados sobre detectores por pulso
Em geral pode-se dizer que a profundidade teórica máxima da detecção de uma bobina é de cinco vezes o seu diâmetro e o tamanho mínimo de um objeto detectado com uma bobina é cinco por cento do seu diâmetro. Então uma bobina com o diâmetro de 23cm alcançaria 1,15 metros e detectaria um objeto com um tamanho maior que 1,15cm, teoricamente.
Amostra do som ao aproximar de um metal
Um pouco de matemática